4. Conhecer o Porto
As paróquias-freguesias da reforma
administrativa de 1583 (S. Nicolau e Vitória)
e a expansão setecentista da cidade para
fora da muralha (Miragaia e S.to Ildefonso)

Docente: Dr. Helder Pacheco
Horário: 4ª. Feira, às 10h00 
Início: 19 de setembro de 2018

Programa

Esta unidade estrutura-se no conceito (proposto e desenvolvido desde a publicação do livro “Porto”, em 1984) de que não existe uma cidade única, uniforme, homogénea, mas quinze Portos. De facto, constituindo-se, ao longo dos séculos, através da aglutinação de aldeias , territórios e comunidades, a cidade tem, nas suas freguesias / paróquias, o cimento ou substância física, humana e económica de uma aglomeração cujo espírito foi construído através de diferenças e diversidades.

Mais do que divisões administrativas, as freguesias, com características geográficas, históricas, económicas e sociais próprias – a que o facto de se terem organizado enquanto paróquias concedia evidente coesão –, constituem o cimento, o esqueleto, o substracto da identidade da urbe. Enraizadas em modos de viver e agir consubstanciando sentimentos de pertença a espaços  caracterizados pela própria localização no mapa do Porto, as quinze freguesias justificam o estudo aprofundado de cada uma, que esta Unidade procura disponibilizar.

Para isso têm sido reunidos (acompanhando as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo) registos fotográficos, documentos iconográficos e escritos – elaborados para o efeito ou utilizando as fontes patentes na bibliografia da unidade ou outras, incluindo publicações periódicas e a própria imprensa – que apoiam o desenvolvimento do programa ao longo de anos lectivos diferenciados. Assim distribuído:

Conteúdos do programa 2018-2019

A reforma administrativa de 1583: Estudo sistemático das paróquias / freguesias de S. Nicolau e Vitória. De seiscentos a setecentos: Estudo sistemático das paróquias / freguesias integradas na cidade entre 1600 e 1800: Miragaia e Santo Ildefonso. Seu carácter geográfico, urbanístico, arquitectónico, social, económico e cultural.

Por estudo sistemático entende-se:

  1. a) Localização de cada freguesia no território da cidade;
  2. b) Suas características geográficas, evolução histórica, desenvolvimento urbanístico e consequente património arquitectónico;
  3. c) Componentes residencial, económico, comercial e industrial;
  4. d) Crescimento (ou decrescimento) populacional, suas causas e consequências); degradação urbana e sua reabilitação enquanto desígnio essencial da actualidade portuense;
  5. e) Instituições culturais, religiosas e cívicas.

É dada especial importância à análise comparativa das características tradicionais de cada freguesia e transformações ocorridas dos finais de oitocentos até à actualidade. Pretende-se facultar a observação crítica dos processos de crescimento urbanístico e conceder a maior atenção à importância da qualificação do ambiente da cidade,  particularmente através da Reabilitação Urbana. A documentação escrita reunida ou elaborada para o desenvolvimento da Unidade será facultada, para reprodução, aos utentes que pretendam organizar os seus próprios dossiers temáticos.

 

Helder Pacheco